Minha Abordagem
A psicoterapia sistêmica pós-moderna é uma abordagem terapêutica que combina os princípios da terapia sistêmica com as ideias e conceitos da pós-modernidade. Neste sentido, é uma atuação que busca promover a mudança através da colaboração, do respeito pelas diferenças, da valorização da linguagem e da compreensão do contexto social e cultural.
Nela, terapeuta e cliente/paciente constroem juntos/as novas narrativas e soluções para os problemas, em um processo de parceria e respeito mútuo, a partir de uma postura de proximidade e sintonia. Valoriza-se a diversidade de experiências e interpretações da realidade, sem buscar uma "verdade única" ou uma "resposta certa". A linguagem é utilizada como ferramenta para explorar e transformar as narrativas que a/o cliente tem sobre si mesmo/a e sobre o mundo, buscando novas possibilidades de significado. Considera-se que os problemas individuais são influenciados pelo contexto social e cultural em que o indivíduo está inserido, levando em conta as normas, valores e expectativas que moldam suas experiências.
Nesta abordagem, terapeuta e cliente estabelecem uma relação de parceria, onde ambos são agentes ativos no processo terapêutico. Através de um diálogo aberto e uma troca de experiências, o conhecimento e as soluções emergem da interação entre os/as participantes, e não apenas do/a terapeuta. As narrativas pessoais são valorizadas como fontes ricas de informação sobre a experiência individual e social de cada um, e o objetivo é reinterpretar e ressignificar histórias de vida, buscando novas perspectivas e possibilidades. A linguagem é vista como um elemento central na construção da realidade e na transformação pessoal.
A terapia não se configura como uma fala trivial, sem finalidade ou sentido. Para ser terapêutica, novos significados devem surgir.
Essa abordagem considera que os problemas individuais são influenciados por fatores sociais, culturais e históricos, e busca-se compreender como os sistemas de significado em que o indivíduo está inserido moldam suas experiências. Questiona-se normas sociais e culturais rígidas, buscando alternativas mais flexíveis e inclusivas.
Marilene Grandesso ilustra de uma forma belíssima a psicoterapia através de uma dança. Nela, o ritmo é uma mistura de prática e teoria e cada cliente/paciente dança no seu próprio estilo e compasso.
